A coluna "Há 50 anos" do Globo de hoje tem uma manchete interessante: "Tiros de Pelé a serviço do Exército Brasileiro". Na nota consta que Pelé estava treinando no Santos quanto foi chamado para participar de manobras do 6º GACM (6ª Grupo de Artilharia de Costa Motorizado).
Mas além dos tiros de verdade, o Rei do Futebol também colocou seus potentes tiros de pé esquerdo e direito (sem esquecer das cabeçadas) para trabalhar pelo exército do Brasil. Já campeão mundial pela seleção brasileira, aos 18 anos o jovem Édson Arantes do Nascimento teve que prestar o serviço militar obrigatória como qualquer mortal!
Em sua autobiografia, Pelé lembra que não queria servir, mas os dirigentes do Santos disseram que não podiam fazer nada, afinal de contas não dava para alegar que o jogador campeão do mundo um ano antes tinha problema nos pulmões ou uma perna torta.
Por isso Pelé acabou sendo o recruta número 210 que, apesar de alguns privilégios como continuar treinado no Santos, muitas vezes teve que varrer o quartel, lavar roupas e lustrar botas e, além de jogar pelo Santos e pelo Brasil, ainda tinha que jogar pelo time do quartel e pela seleção do exército.
Foi no campeonato Sul-Americano das Forças Armadas que Pelé foi expulso pela primeira vez, justamente na final contra a Argentina que o Brasil venceu por dois a um.
Quando muita gente criticou a validade de alguns dos 1.002 gols que Romário marcou, o Baixinho justificou dizendo que Pelé contava até os gols das peladas do quartel. Pura maldade do peixe. Na verdade o Rei conta apenas alguns gols em campeonatos como o sul-americano e o brasileiro das forças armadas. Pouco num universo de 1.284 que marcou em toda a sua carreira!
Aposto que teve gente do Orkut entrando aqui só para saber se realmente não tinha nenhuma novidade né? Então para não decepcionar os amigos resolvi dar duas rapidinhas (no bom sentido é claro) ainda seguindo o tema do post anterior.
Depois do vinho e da cerveja, os pesquisadores devem ter pensado assim: "A gente tá aqui falando que o vinho faz bem para o coração, que a cerveja faz bem para os atletas, o pessoal vai acabar entrando em coma alcóolico por nossa causa!" "Então o que eles precisam é de glicose na veia! Vamos ver que alimento cheio de açúcar também faz bem à saúde!"
E não é que, para minha imensa felicidade, a turma do Instituto Karolinska da Suécia descobriu que comer duas barras de chocolate amargo por semana reduz em até 30% o risco de problemas cardíacos em quem já sofreu infarto? Eles descobriram que o chocolatinho também tem substâncias antioxidantes que ajudam a diminuir inflamações crônicas nas artérias, melhorando a circulação sanguínea. Mas o chocolate tem que ter no mínimo 40% de cacau e você deve ter entre 45 e 70 anos que foi a idade do povo que se submeteu a pesquisa!
A segunda descoberta, na verdade todo mundo já sabia, principalmente nossos amigos espanhóis. Tirar uma soneca depois do almoço também faz bem à saúde! Uma pesquisa da NASA comprovou que os pilotos que tiraram um cochilo de 20 minutos depois do almoço tiveram um ganho de performance de 34% e seu estado de alerta aumentou em 54% em comparação com os que não dormiram.
Outro estudo feita na Grécia pela Harvard Medical School da Inglaterra descobriu que a siesta no meio da tarde reduz em 30% as chances do dorminhoco sofrer doenças coronárias! Mas atenção que, se o cochilo passar de 40 minutos, o cérebro reduz suas atividades e depois fica mais difícil acordar o que pode causar mais cansaço e estresse.
Eu tenho uma teoria que um dia os pesquisadores vão descobrir que uma porção de batata frita por dia também faz bem à saúde. Mas enquanto esse dia não chega, dá licensa que vou tomar uma cerveja, comer um chocolate e depois tirar uma sonequinha!
Depois que descobriram que o vinho faz bem à saúde, cientistas que preferem uma cervejinha também concluíram que beber uma loirinha gelada após a prática de exercícios é saudável.
A descoberta foi do departamento de Fisiologia do Exercício da Universidade de Barcelona. Segundo os professores a cerveja possui antioxidantes que ajudam a reduzir as dores musculares e a fadiga.
Esse estudo comprova que o nosso "doutor" Sócrates, cracaço das copas de 82 e 86, estava anos-luz à frente dos seus colegas. Mesmo antes de se formar em medicina, Sócrates adorava quando era sorteado para o exame antidoping durante as partidas. Diziam que ele demorava para fazer o "xixi" no copinho só para ficar tomando umas cervejinhas pagas pelos responsáveis pelo exame no bar do estádio.
E tem jogador por ai pensando em usar esse estudo como desculpa para justificar suas escapadas noturnas: "Ai professor, tava com muita dor muscular por causa do treino de ontem por isso resolver sair para tomar remédio. Mas não se preocupa não que tomei só doze latinhas e já tô legal!"
Eu mesmo, ao invés de levar água ou isotônicos para a acadêmia, já estou pensando em levar umas cervejinhas!
No primeiro semestre de 1994, eu e mais três colegas de turma resolvemos fazer um trabalho sobre futebol para a cadeira de Sociologia da Comunicação. Naquela época eu nem sonhava que um dia trabalharia com o assunto, estávamos apenas no segundo período da faculdade e tudo o que queríamos era falar de algo que a gente gostava.
Era ano de Copa do Mundo e o futebol era tema de diversas palestras, mesas redondas e livros. Portanto, material e fontes primárias da melhor qualidade não faltaram para que a gente fizesse, modéstia à parte, um ótimo trabalho.
Então, numa tarde qualquer entre maio e junho daquele ano, eu e Raul vestidos com camisas do Vasco, Fábio com uma camisa do La Coruña (ele ainda acreditava no Bebeto no Vasco) e Gustavo com um pano de chão vermelho preto e uma faixa toda carcomida de traças do título da copa Toyota de 1981, entramos em campo... quer dizer na sala para a apresentar o trabalho que teve o singelo título de "Futebol".
Cada um de nós ficou responsável por uma parte do trabalho. A minha foi sobre "Futebol, Arte e Poesia". E à medida que íamos apresentando um passava a bola para o outro, literalmente, pois alguém levou uma bola que ia de mão em mão, ou melhor, de pé em pé.
No final ainda apresentamos um curta metragem bem bacana chamado "Barbosa" de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, com o Antônio Fagundes e que lembrava a história do goleiro Barbosa da seleção brasileira de 1950.
Me lembro que a aula de sociologia da comunicação era a última do dia e acabava às seis da tarde, então dá para imaginar que quando a aula ia chegando ao fim tinha um monte de gente doida para ir embora ou tomar uma cerveja no Sujinho. Mas naquele dia todo mundo ficou até o fim assistindo o nosso trabalho.
"Saímos de campo com a alma lavada, com a garantia de termos cumprido um bom papel e de termos faturado os três pontos." Mas qual não foi nossa surpresa ao descobrir que perdemos alguns pontos no tapetão. O "10" que esperávamos virou um "8,5" frustrante. A professora Priscila nos tirou pontos mau comportamento. Segundo ela os membros do nosso grupo eram muito bagunceiros, faltavam às aulas e participavam pouco quando apareciam. Fabim ficou revoltado e resolveu entrar com recurso no tribunal. Escreveu uma bela carta para a professora contestando todas as acusações e alegando não ser justo desmerecer um trabalho que foi aplaudido por toda a turma.
O recurso deu certo e a nota passou de 8,5 para 9,5. Para não dar o braço a torcer, ela nos tirou meio pontinho e ainda mandou o recado ao final da carta do Fabim: "Mesmo assim a bagunça não poderia ter sido maior!"
Não é para me gabar, mas o trabalho foi tão bom e fez tanto sucesso que ainda entrou em campo outras vezes para nos garantir boas notas em outras matérias ao longo da faculdade. E hoje, para mim, a diversão virou ganha-pão.
Ainda na esteira desse trabalho, eu, Gustavo e Fábio acabamos indo juntos assistir à gravação do "Mesa Redonda" da CNT. Infelizmente naquele dia o programa não foi apresentado pelo José Carlos Araújo, mas mesmo assim foi muito divertido e acabamos participando fazendo perguntas para os comentaristas como vocês podem compravar no vídeozinho abaixo. Então, bom programa!
"Um computador superinteligente resolve acabar com os humanos por achar que eles seriam uma ameaça ao planeta. O espertinho provoca um holocausto nuclear que elimina boa parte da população. Os sobreviventes entram em guerra contra ciborgues exterminadores."
A sinopse do filme "O Exterminador do Futuro", dirigido por James Cameron em 1984, é mais ou menos assim. E essa história, exageros a parte, já começa a preocupar os cientistas de diversas áreas. Até que ponto as pesquisas sobre inteligência artificial podem ir sem que o homem perca o controle sobre os sistemas computacionais?
Pesquisadores das áreas de robótica, inteligência artificial e computação se reuniram em Asilomar na Califórnia para discutir o assunto. Descartaram a possibilidade de aparecer um HAL (o computador malvado que tomou conta da nave de "2001 - Uma Odisseia no Espaço") querendo dominar o mundo, mas acreditam que os avanços na área podem provocar profundas divisões sociais e trazer consequências perigosas.
Eles acreditam que robôs preparados para matar de maneira autônoma já existam ou existirão num futuro bem próximo. Outros serão capazes de simular a voz humana tão bem quanto no segundo exterminador no filme "Exterminador do Futuro II - O Julgamento Final", o que seria um perigo nas mãos de criminosos.
Outra preocupação seria com o fim de alguns empregos com o desenvolvimento de carros inteligentes que dispensariam os motoristas, ou ainda robôs domésticos como o amiguinho aqui de baixo que é capaz de abrir portas e encontrar sozinho tomadas para recarregar suas baterias!
Bom, desde que o mundo é mundo e o homem existe nele a corrida por novas tecnologias nunca teve limites. O homem passou da roda para os mísseis teleguiados. Do fogo para a energia nuclear e parece que não vai querer parar por ai.
A preocupação com o fim dos empregos é louvável, mas desde a revolução industrial milhões de empregos foram extintos graças aos usos de máquinas e robôs e ninguém nunca se preocupou com isso.
Em 1965, o matemático I.J. Good propôs a ideia de uma "explosão de inteligência", na qual máquinas inteligentes projetariam máquinas ainda mais inteligentes. Se isso for verdade, estariam os cientistas preocupados com seus próprios empregos?
Pelo sim pelo não é melhor prestar atenção nas palavras do personagem Kyle Reese para Sarah Connor no primeiro "Exterminador":
"Escute e compreenda! Aquele exterminador está lá fora. Não aceita negociar! Não pode ser chamado à razão! Não sente pena, nem remorso, nem medo! E não vai absolutamente parar, nunca, até você estar morta!"
Hoje é aniversário de Marcos Roberto Silveira Reis ou, simplesmente, o Marcão do Palmeiras. Ou ainda São Marcos para milhões de devotos que conquistou por operar verdadeiros milagres debaixo das traves seja com a camisa do verdão ou com a da seleção brasileira.
O caráter, o jeito simples, caipirão de bem com a vida, e a dedicação que sempre demonstrou ao seu clube e à seleção brasileira fazem de Marcos um daqueles jogadores que é ídolo de todos os torcedores, independente do uniforme.
Além disso, Marcão é dono de um bom humor sensacional. No ano passado fiz um especial sobre ele reunindo trechos de outros programas e entrevistas de arquivo que mostram esse lado comediante dele. Então deixo meus parabéns para ele com três historinhas que ele contou no "Bem, Amigos!". Divirtam-se!
Há exatos 35 anos, o Vasco da Gama se tornava o primeiro clube do Rio de Janeiro a ganhar o título de Campeão Brasileiro de Futebol. Um vitória conquistada mais na fibra do que na técnica, mais no suor do que na arte, mais na base da superação do que do talento, enfim, um título com a cara do Vasco.
A final foi contra o Cruzeiro, considerado o grande favorito do campeonato pois contava com craques como o argentino Roberto Perfumo, Nelinho, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Palhinha e Joãozinho. Vasco e Cruzeiro entraram em campo para a grande decisão, depois de deixaram para trás outros 38 clubes que disputaram a competição. Entre eles o Santos de Pelé (ainda em plena forma aos 33 anos) e o Internacional de Falcão, Figueroa e Carpeggiani (a base do time que seria tricampeão brasileiro em 75/76/79). Dois dos times que também participaram do quadrangular final disputado em turno único e que terminou empatado em número de pontos entre mineiros e cariocas.
Uma partida extra entre os dois clubes deveria ser marcada para o Estádio do Mineirão, já que o Cruzeiro tinha a melhor campanha. Mas uma confusão envolvendo o trio de arbitragem, dirigentes e o técnico da raposa no final do primeiro jogo entre os dois clubes, fez com que o Vasco exigisse o mando de campo da partida como determinava o regulamento da competição.
Então, no dia 1º de agosto de 1974, uma quinta-feira à noite, Vasco e Cruzeiro entraram no gramado da Maracanã para, diante de um público de 112.993 pagantes, disputar um jogo emocionante do começo ao fim e que terminou com a vitória cruzmaltina por dois a um. O primeiro dos quatro títulos brasileiros que o Vasco conquistaria ao longo da sua história!
Conheça os detalhes da confusão e veja os gols da partida no vídeo abaixo:
Curiosidades sobre o título de 1974:
- o primeiro jogo entre Vasco e Cruzeiro terminou empatado em 1 a 1. Gols de Zé Carlos para o Cruzeiro e Alfinete para o Vasco;
- o artigo 59 do regulamento dizia que a equipe cuja torcida ou dirigentes tentassem agredir árbitros, bandeirinhas, empregados da CBD ou equipes visitantes perderia o mando de campo por três partidas;
- Apesar de ter um time considerado por muitos o mais fraco entre os grandes, o Vasco perdeu apenas 4 jogos em 28. Em metade dos jogos realizados (14) não sofreu gols!
- Roberto Dinamite, hoje presidente do Vasco, tinha apenas 20 anos e foi artilheiro do campeonato com 16 gols. Dez anos depois ele repetiria o feito sendo o maior goleador do brasileirão de 1984 com os mesmos 16 gols;
- O Vasco é o time que teve mais vezes o artilheiro do Brasileirão: oito vezes. Roberto em 1974 e 1984 (com 16 gols), Paulinho em 1978 (19 gols), Bebeto em 1992 (18 gols), Edmundo em 1997 (29 gols) e Romário em 2000 (20 gols), 2001 (21 gols) e 2005 (22 gols);
- O elenco campeão de 1974: goleiros Andrada e Carlos Henrique; zagueiros Alfinete, Fidélis, Gilson Paulino, Joel, Marcelo, Miguel, Moisés e Paulo César; apoiadores Ademir, Alcir, Gaúcho, Luis Carlos, Peres, Zanata e Cláudio; atacantes Amarildo, Bill, Fred, Galdino, Jailson, Jorginho Carvoeiro e Roberto Dinamite;
- o zagueiro Joel virou treinador no próprio Vasco com o nome de Joel Santana e hoje é técnico da seleção da África do Sul;
- Gaúcho é treinador das categorias de base do Vasco;
- Peres era um legítimo português de Lisboa;
- Amarildo foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1962 no Chile substituindo ninguém mais do que Pelé. Ficou conhecido como "O Possesso" apelido dado por Nélson Rodrigues ainda nos tempos em que jogava no Botafogo;
- O técnico do time era Mário Travaglini, um paulista que já estava no comando do time há dois anos;
- O presidente no primeiro brasileirão do Vasco era Agathyrno Silva Gomes.