sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RONALDINHO, RONALDO E RONALDÃO

Depois de muito tempo sem “blogar” resolvi ressuscitar o FUT-TEC-ETC  pois, um blog que tem o FUTebol  no nome, não poderia deixar passar em branco o fim da carreira do Ronaldo. Ainda mais porque ele foi, meio que indiretamente,  tema do primeiro post deste blog, lá no comecinho de maio de 2009. Mas o que escrever sobre o “Fenômeno” que já não tenha sido escrito por gente muito mais capaz e competente do que eu?

Todos os elogios são poucos para o garoto que superou tantas dificuldades para ser um dos maiores jogadores do mundo. Há de se imaginar aonde Ronaldo teria chegado se não tivesse sofrido tantas e graves contusões.  Quantos gols ele teria feito além dos 414 em 17 anos de carreira? Quantas vezes teria sido eleito o melhor do mundo além das três vezes (1996, 1997 e 2002) em que recebeu este título pela FIFA?

Ele pode não ter sido um modelo perfeito de pessoa fora dos campos, mas ora bolas, quem pode dizer que é? Além do mais, como diria João Saldanha, “eu não quero jogador para casar com minha filha, quero que ele entre em campo e resolva!” E Ronaldo sempre resolveu!

Com todas essas homenagens feitas ao Ronaldo me lembrei de uma historinha que pouca gente conhece. Todo mundo sabe que Ronaldo começou a ser chamado de “Fenômeno” pela imprensa italiana quando foi jogar na Inter de Milão em 1997. Mas o crédito pelo apelido deveria ser dado para um jornalista, também italiano, que bem antes disso viu que aquele garoto jogava uma bola acima do normal. Em 1994, Gerardo Landulfo, correspondente da revista italiana Guerin Sportivo, foi o responsável por traçar o perfil de todos os jogadores brasileiros convocados para a Copa dos Estados Unidos.

O texto sobre Ronaldo, um dos últimos convocados por Parreira, começava assim: “Um fenômeno! É a maior revelação dos últimos anos...”. Como o jogador tinha apenas dezessete anos, o jornalista lembrava que o estavam  comparando a Pelé, mas que seria mais justo dizer que ele era um digno herdeiro de Tostão e Careca. Como se veria depois, o apelido e comparação estavam perfeitos, mas o autor teve uma surpresa nada agradável ao receber seu exemplar da revista alguns dias depois. Como o jogador era pouco conhecido no exterior e os recursos tecnológicos como internet e afins ainda eram muito incipientes, o responsável pelo fechamento do material na Itália tascou uma foto do Ronaldão, então zagueiro do São Paulo, no perfil do Fenômeno. Assim, Ronaldo, que era Ronaldinho, acabou virando Ronaldão. Quem sabe também não foi uma premonição da cara que colocou a foto! Mas isso é outra história.


 
Valeu Fenômeno!

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